Desde segunda-feira que a minha professora vem querendo decidir o dia do nosso trabalho de campo. Conversa vai, conversa vem, ela decide que seria hoje, quinta-feira. Pois bem, não foi.
"Tá, bom gente, de certeza, será na sexta", na sexta também não será. Decidiu por fim que será na terça-feira que vem. Só com um detalhe, mudou o horário e a escala de alunos, eu, que estava desde o começo na escala para ir ao hospital realizar a pesquisa, agora não vou mais.
Bom, espero que não aconteça mais nem uma mudança até terça-feira, pois vou aproveitar o tempo vago que a professora me deu para estudar e torcer para que ela não mude outra vez o calendário de trabalho de campo.
"Passarão alguns dias antes que Drogo entenda o que aconteceu.
Será então como um despertar. Olhará à sua volta, incrédulo; depois ouvirá um barulho de passos vindo de trás, verá as pessoas, despertadas antes dele, que correm afoitas e o ultrapassam para chegar primeiro.
Ouvirá a batida do tempo escandir avidamente a vida. Nas janelas não mais aparecerão figuras risonhas, mas rostos imóveis e indiferentes. E se perguntar quanto falta do caminho, ainda lhe apontarão o horizonte, mas sem nenhuma bondade ou alegria.
Entretanto, os companheiros se perderão de vista, um porque ficou para trás, esgotado, outro desapareceu antes e já não passa de um minúsculo ponto no horizonte."