Festival Chico Pop

28 de junho de 2010 6 comentários

Nos dias 26 e 27 de junho, aconteceu na concha acústica de Rio Branco, Acre, minha cidade, o encerramento da semana Festival Chico Pop, onde bandas próprias da cidade se apresentaram.

Sou muito verdadeira ao afirmar que não sou muito apreciadora das bandas que se apresentaram no festival, mesmo sendo da minha cidade, com excessão de Los Porongas, que é uma banda tipicamente acriana, autoral e que não faz sucesso somente no Acre. Os meninos já conseguiram espaço em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo.

Enfim, o que é bom é dificil de descrever, por isso, apesar de não estar muito boa, eis uma pequena gravação do que foi o show de Los Porongas, do Acre para o mundo. rsrsrs -muito piega isso.

video

Mais de Los porongas clique aqui

Flores

27 de junho de 2010 0 comentários


Flores

Titãs
Composição: Tony Bellotto / Sérgio Britto / Charles Gavin / Paulo Miklos

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

Apesar de... continuarei não por eles, mas por mim

20 de junho de 2010 15 comentários

Cansei de querer a atenção de quem não que me dar, tenho que de uma vez aprender a viver na minha individualidade, pensar mais em mim e parar de me preocupar com que os outros pensarão em relação às minhas atitudes.

Cansei de querer agradar para passar uma boa imagem.

Hoje, eu pertenço a mim mesma, não mais a quem me deu a vida, quando se corta o cordão umbilical, cortam-se os laços. A solidão começa no berço.

Quero apenas dividir com a minha solidão a leitura de um bom livro, a letra de uma boa música, a lembrança dos poucos momentos felizes que tive.

Quero apenas crescer mesmo que sem ajuda, mesmo que demore, mesmo que não tenha ninguém para comemorar, no final, a minha vitória.


"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente
".
(Clarice Lispector)

Pátria Amada BRASIL!

15 de junho de 2010 5 comentários

Chegou o dia tão esperado pelo Brasil inteiro, o pobre, o rico, todos parados diante de seus televisores de plasma de Led, tanto faz, nessa hora até televisão de celular serve.

Eu não tenho bandeira grudada no meu carro nem na frente de minha casa, não tenho uma camisa do Brasil, nem ao menos uma fitinha para colocar no braço, esse patriotismo exagerado demonstrado em época de Copa do Mundo não faz muito minha cabeça. Mas confesso, assisto sim e, cá pra nós, não estou muito confiante na vitória do Brasil não.

"Eu sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor" não, também não canto essa musiquinha, seria muita hipocrisia da minha parte. O país do futebol é também o país de muita injustiça, de muitos políticos enriquecendo às custas do dinheiro dos pobres como eu. É também o país de tragédias anunciadas como a do morro do Bumba, em Niterói.

É o país onde juntam-se pessoas voluntariamente para enfeitarem ruas com bandeirinhas, muros pintados, ruas pintadas, mas para ajudar famílias vítimas de desastres é necessário um clamor sem tamanho na mídia.

A Copa do Mundo é um momento onde pessoas esquecem completamente os problemas sociais e direcionam seus olhares somente para a bola, para o título.

E esse título tão esperado, se vier, creio eu, que não mudará nada em minha vida.

Duas versões sobre o amor

7 de junho de 2010 10 comentários

Amor É Feito Capim
Aviões do Forró

O amor é feito capim
Mas veja que absurdo
A gente planta ele cresce
Dai vem uma vaca e acaba tudo

Me dediquei, me entreguei a você
Me anulei e esqueci de viver
Mesmo assim eu estava feliz
Faria bem mais, mas você não quis

Na primeira tentação você caiu
Nosso amor era quente foi ficando frio
Preparei o terreno pra você me amar
Mas foi plantar amor em outro lugar


Um Amor Puro
Djavan
Composição: Djavan

O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer

E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém

Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história

Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul

Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro

A marca física some; a da alma, jamais

5 de junho de 2010 5 comentários

De uns anos para cá, eu tenho sido considerada a ovelha negra da família, eu não me importo. Afinal, desde quando eu comecei a ter um certo intendimento sobre as coisas, eu comecei a me isolar de tudo que me causava dor e tristeza, me tornei uma pessoa antissocial, mas eu nunca deixei de ter sentimento e de sofrer em silêncio trancada no meu quarto.

Família não se pode escolher, nasce-se em uma e fica-se até o final da vida. Amo e dou minha vida pelos meus pais, porém a passividade deles às vezes me assombra. Quando o filho cresce, ele faz suas próprias escolhas, e que na maioria das vezes os pais não podem opinar e deixar o filho cometer seus erros e acertos é o mais correto.

Já sofri muitas injustiças durante 23 anos de vida e boa parte delas dentro da minha própria casa, isso nunca mudou muito a minha forma de pensar e de agir, até o momento de um pulha, calhorda, mau-caráter, moleque, pilantra, cínico, enfim, gastaria todo o vocabulário descrevendo essa criatura que chegou e se epalhou na minha casa, ou melhor, na casa de minha mãe, e que conseguiu despertar em mim um sentimento que jamais pensei em sentir por alguém: o ódio.

Um ódio que hoje me faz perder a calma e me leva a um extremo que até eu desconheço, mas que tenho de aprender a torná-lo frio tal qual a frieza de alguns homens que entraram para história.

04/06/2010. A pior noite da minha vida. Noite também em que nasceu uma nova pessoa dentro de um corpo de alma passiva, calma, que aguenta tudo de cabeça baixa, que só sabe chorar quando o momento pede razão.

Não, eu não vou deixar de ser assim, pois acredito que essa minha personalidade tenha me levado a muitas coisas boas também, todavia sustentarei com todas as minhas forças algo que me defenda dessa podridão que se apossou da minha família.

Talvez essa minha atitude me afaste do que eu defendo hoje, mas continuarei em respeito primeiramente à minha dignidade e depois à pessoa que eu amo e que sofreu muito para me defender.

Enfim, já falei demais, o momento agora é para pensar e repensar nas atitudes do meu outro EU.

Eu ainda tenho esperança

2 de junho de 2010 4 comentários

Sempre depois de uma grande tempestade, vem os destroços deixados por ela e depois vem o trabalho para refazer tudo de novo, recuperar ou tentar recuperar o que se perdeu. Com isso, aprendemos a ter esperança no que achavamos que seria impossível, e a esperança leva à vontade de nunca desistir, principalmente, quando temos promessas que ainda não foram cumpridas, e sonhos sonhados e que precisam realizar-se.

Nada que ainda não tenha chegado até mim pode arrancar a certeza que carrego dentro do meu peito e, se houver alguma coisa maior que possa destruir essa certeza, nesse dia, eu perderei a esperança principalmente no outro.