Resolvi mudar

3 de fevereiro de 2010 1 comentários

Bom, desde o primeiro momento que resolvi deixar meu diário de lado e criar um blogue para que pessoas que gostam ou não de mim pudessem acompanhar um pouco da minha vida, pensei em um nome, mas pensei rápido demais e não afinei minha ideia, sentia um vazio nesse nome - Meus Momentos -, é, até que tem a ver com o que escrevo, mas sempre me senti insatisfeita.

E como nos últimos meses meu gosto por Clarice Lispector e a vontade de conhecer mais sobre essa escritora andam me perturbando, resolvi mudar o nome do meu blogue para Uma Vida que se Conta, nome dado ao livro de Nádia Battella Gotlib, que fala da vida e da obra de Clarice, mas, que fique bem claro, isso não é um plágio maldoso, é apenas uma imitação do que é belo.

De volta

1 de fevereiro de 2010 2 comentários

Depois de passar 3 dias tediosos em três ônibus fedidos da viação Andorinha - digo três porque dois foram trocados por causa de quebra - finalmente cheguei ao meu querido Acre, estado onde não ficamos 3 horas em engarrafamento, onde casas não são levadas por desbarrancamentos, onde chuvas de 15 minutos não invadem lares e cobrem carros na ruas. A tranquilidade que o Acre me dá, eu nunca terei no Rio de Janeiro.

Foram 45 longos dias de férias. Eu tenho muitas perspectivas sobre alguma coisa que eu irei fazer, com as férias não foi diferente. Tinha planos e promessas de que eu iria realizar algumas coisas que eu tenho vontade de fazer e que ainda não fiz. Mas sabe o que eu penso depois dessas férias? Que eu não devo mais acreditar em promessas.


Fui compensada com outras coisas, mas que não mudaram muito nas minhas vontades. Bom, tirando essa parte chata das férias, essas foram em que mais me alimentei, culturalmente falando.

Como eu falei na postagem anterior, eu assisti a uma peça sobre Clarice Lispector, que foi tão linda que assisti novamente em meu ultimo dia no Rio, só para fechar com grande estilo.

Laranja Azul, Ecos da Inquisição, Sopros de Vida, Contos de Alexandre também foram outras que eu pude contemplar. Entre filmes, Avatar, 2012, Praça Saens Peña e Abraços Partidos.

Não fiquei com nenhum especialmente bom, com exceção da tecnologia 3D de Avatar, que eu achei bem interessante.


Além do supérfluo, a minha mala veio bem abastecida de livros, que foi o melhor que eu trouxe, dois em especial que eu já queria há um bom tempo, que são O Nascimento da Clínica, de Michel Foucault, a biografia de Hannah Arendt e um outro dela também Sobre a Violência.

Além de Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach; As Meninas, de Lygia Fagundes Telles; O Pau, de Fernanda Young; Entrevistas, Clarice Lispector; Correio Feminino, Clarice Lispector; e sua biografia - que eu nem sei o que falar, eu nem acredito que eu tenho a biografia da Clarice.

Não posso esquecer de Píppi a Bordo, Astrid Lindgren, um livro que achei dentro do ônibus, é para criança, mas o que vale é eu ter achado, hehehe.


Minhas férias foram assim, tive alegrias, tristezas, saudades, raivas e até decepções. Meu começo de 2010 já foi bem agitado, não vou enumerar zilhões de coisas que pretendo fazer neste ano, mas algo em particular, como conhecer melhor ou conhecer de verdade as pessoas que estão ao meu lado, deixar de ser tão ingênua, será melhor para o meu espírito.

Uma noite com Clarice

14 de janeiro de 2010 2 comentários

Hoje, depois de 21 dias sem atualizar meu blogue, volto para dividir com meus poucos leitores a noite que eu não quero guardar só na memória.

Simplismente eu, Clarice Lispector.

Foi um monólogo que eu tive a honra de poder assistir em sua reestreia. O melhor espetáculo teatral que eu já vi em toda minha vida cultural.

Chorei, ri, chorei de novo, chorei - um misto de emoções inexplicável.

A peça, sem dúvida, fez-me gostar e ler Clarice com mais prazer e vontade de querer saber mais, meu espirito está inquieto.

Da revista veja Rio:

Simplismente eu, Clarice Lispector, com Beth Goulart . O sucesso do monólogo se explica, de início, pela semelhança entre Beth e sua personagem, um deleite para o notório séquito de Clarice Lispecto.

Minuncioso o trabalho de composição, vai do temperamento introspectivo à língua presa, que lhe conferia certo sotaque afrancesado, passando pelo inesperável cigarro, os penteados e figurinos elegantes. No bem iluminado cenário branco, em forma de semicírculo e com alguns móveis, a atriz divide-se entre Clarice e outras quatro mulheres extraídas de sua obra.

Vida, morte, Deus, maternidade, literatura e amor estão entre os temas abordados. Ora narrados em tom de conversa, ora repletos de humor e dramaticidade, inspiram uma delicada atuação.