Amor É Feito Capim
Aviões do Forró
O amor é feito capim
Mas veja que absurdo
A gente planta ele cresce
Dai vem uma vaca e acaba tudo
Me dediquei, me entreguei a você
Me anulei e esqueci de viver
Mesmo assim eu estava feliz
Faria bem mais, mas você não quis
Na primeira tentação você caiu
Nosso amor era quente foi ficando frio
Preparei o terreno pra você me amar
Mas foi plantar amor em outro lugar
Um Amor Puro
Djavan
Composição: Djavan
O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer
E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém
Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história
Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro
A marca física some; a da alma, jamais
5 de junho de 2010 5 comentários
De uns anos para cá, eu tenho sido considerada a ovelha negra da família, eu não me importo. Afinal, desde quando eu comecei a ter um certo intendimento sobre as coisas, eu comecei a me isolar de tudo que me causava dor e tristeza, me tornei uma pessoa antissocial, mas eu nunca deixei de ter sentimento e de sofrer em silêncio trancada no meu quarto.
Família não se pode escolher, nasce-se em uma e fica-se até o final da vida. Amo e dou minha vida pelos meus pais, porém a passividade deles às vezes me assombra. Quando o filho cresce, ele faz suas próprias escolhas, e que na maioria das vezes os pais não podem opinar e deixar o filho cometer seus erros e acertos é o mais correto.
Já sofri muitas injustiças durante 23 anos de vida e boa parte delas dentro da minha própria casa, isso nunca mudou muito a minha forma de pensar e de agir, até o momento de um pulha, calhorda, mau-caráter, moleque, pilantra, cínico, enfim, gastaria todo o vocabulário descrevendo essa criatura que chegou e se epalhou na minha casa, ou melhor, na casa de minha mãe, e que conseguiu despertar em mim um sentimento que jamais pensei em sentir por alguém: o ódio.
Um ódio que hoje me faz perder a calma e me leva a um extremo que até eu desconheço, mas que tenho de aprender a torná-lo frio tal qual a frieza de alguns homens que entraram para história.
04/06/2010. A pior noite da minha vida. Noite também em que nasceu uma nova pessoa dentro de um corpo de alma passiva, calma, que aguenta tudo de cabeça baixa, que só sabe chorar quando o momento pede razão.
Não, eu não vou deixar de ser assim, pois acredito que essa minha personalidade tenha me levado a muitas coisas boas também, todavia sustentarei com todas as minhas forças algo que me defenda dessa podridão que se apossou da minha família.
Talvez essa minha atitude me afaste do que eu defendo hoje, mas continuarei em respeito primeiramente à minha dignidade e depois à pessoa que eu amo e que sofreu muito para me defender.
Enfim, já falei demais, o momento agora é para pensar e repensar nas atitudes do meu outro EU.
Eu ainda tenho esperança
2 de junho de 2010 4 comentários
Sempre depois de uma grande tempestade, vem os destroços deixados por ela e depois vem o trabalho para refazer tudo de novo, recuperar ou tentar recuperar o que se perdeu. Com isso, aprendemos a ter esperança no que achavamos que seria impossível, e a esperança leva à vontade de nunca desistir, principalmente, quando temos promessas que ainda não foram cumpridas, e sonhos sonhados e que precisam realizar-se.Nada que ainda não tenha chegado até mim pode arrancar a certeza que carrego dentro do meu peito e, se houver alguma coisa maior que possa destruir essa certeza, nesse dia, eu perderei a esperança principalmente no outro.
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